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Casablanca Não! Castelo Branco

Novembro 1, 2007 · No Comments

“Era um padre, uma morte e um amor… homossexual.” Assim era a frase que se destacava em um comercial que acabei de ver, o comercial era do canal SIC, uma rede de televisão de Portugal, logo a narradora tinha um sotaque do velho mundo, tornando tudo ainda mais engraçado.

Estou assistindo este canal porque não está passando nada de interessante na TV, o que me levou a ficar passando de canal em canal procurando uma diversão momentânea. Eu encontrei tal entretenimento no canal SIC, o qual ainda estou assistindo enquanto escrevo.

“Por que GUS? Por quê!?” Você indaga cara leitor. (Se não questionou a minha decisão de me ater ao desconhecido canal é porque você provavelmente já fez o mesmo) ué, porque eu adoro coisas que de tão ruins, tão ridículas, tão mal feitas, tão vergonhosas ficam boas. Me considero um apreciador do que é grotescamente aquém do que quer ser.

Bom, voltando aos tele comunicadores lusitanos, o que me chamou a atenção a este programa de discussão que estava passando foi um ser, uma figura emblemática, um símbolo do ridículo que eu ouso a comparar ao nosso deputado Clodovil. Ele é: José Castelo Branco. Aqui vão umas fotos deste extravagante homem que já se casou duas vezes e, durante o programa que estou vendo, admitiu que só traiu sua primeira mulher uma vez, com uma prostituta, mas pode ter sido algo diferente, eu não ligo e nem José Castelo Branco liga, porque ele pode não ligar para estas coisas!

No programa ele estava com uma roupa que só pode ser descrita como “uma má tentativa de cosplay de Iori
Yagami
com um toque de Walter Mercato“. Mas era um cosplay com classe, nada deste tipo:

Sim, o Sr. José Castelo Branco só pode usar os mais finos tecidos, sapatos, acessórios e jóias, mesmo quando o resultado final o deixa com cara de “mamãe quero ser uma drag-Walter-Mercato-queen” (um visual que ele parece adotar diariamente).

Além de falar muitas bobagens sem sentido sobre si mesmo o Mr. White Castle ainda se intrometeu numa discussão política (de moderada seriedade) sobre os gastos que as famílias reais das monarquias adicionam ao bolso dos contribuintes. Todos os comentários que vieram deste Walter Mercato da cor do pecado eram irrelevantes e só defendiam a existência destas famílias (que são pesos mortos que sugam dinheiro e recursos do cidadãos de tais nações) porque as rainhas e princesas são muito chiques.

Pois é, logo quando a semana está deixando-o entediado surge um fato (neste caso a existência do extravagante e extremamente absurdo José Castelo Branco) que lhe desperta interesse neste mundo em que vivemos e tantas coisas e pessoas interessantes existem.

GUS

Categories: Cultura Pop · GUS · TV

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