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webTrash #10 - E Não É Só Isso… É, É Sim Só Isso

Abril 12, 2008 · No Comments

É webTrashhhhhhh aie.

Finalmente chegou o dia de se comemorar um década de webTrash. Isso se se medissem os anos pelo tempo arbitrário que se passa entre cada webTrash.

Este webTrash também é especial porque é o primeiro escrito diretamente de Porto Alegre. Então é um post que resulta da massiva ingestão de Super Pizza.

(more…)

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Em Busca dos Bullies da Lei

Abril 11, 2008 · No Comments

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Olá leitores do webGUS (todos os 4,7). Desculpem me pela demora para postar o webTrash #10, mas como vocês já devem ter notado, este não é o wT#10 ainda.

Estou escrevendo do avião da Varig que me transporta a Porto Alegre. Estava vindo somente por motivos familiares, mas dado a recente proibição de Bully pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul, aproveitarei esta semana para entrar em contato com vários dos envolvidos no processo. Espero conseguir bastante conteúdo para a matéria que estou escrevendo sobre o assunto para a revista PS3W de maio.

Este tipo de acontecimento realmente me aborrece e da última vez que jogos foram banidos aqui em Terra Brasilis, eu até me aventurei em criar um blog de protesto e organizar uma pífia manifestação. A experiência foi frustrante, mas serviu para me alertar para o fato de que não sou nem sirvo para ativista. Depois de anos estudando num covil de jovens pseudo-engajados que iam a tudo quanto era manifestação achei que mesmo criticando esta gente por tanto tempo, eu tivesse a competência para fazer o mesmo. Não tenho. Talvez tivesse se eu tivesse a disposição para fazê-lo de novo. Pelo menos tentei.

Meu papel desta vez será limitado ao de jornalista. Irei fazer a matéria, ela será o mais imparcial possível (a pedido do meu editor), por mim eu enchia da minha (diga-se de passagem valiosa) opinião, não acho que a opinião de um jornalista, quando claramente expressada como tal, prejudique o lado informativo de um artigo. Então se eu sentir vontade de desabafar um pouco mais sobre isso eu o farei aqui, no meu blog.

Agora vou desligar o laptop porque em breve estaremos “iniciando o processo de pouso no aeroporto Salgado Filho em Porto Alegre”. Assim que chegar a minhas aconchegantes acomodações a 3a ou 4a coisa que farei será postar este texto, mas isso não importa para você, porque você já está lendo isso, logo eu já postei.

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webTrash #6

Março 26, 2008 · No Comments

Demorou, mas assim como uma camiseta a prova de facas ele chegou: o webTrash #6.

Para começar vamos ter um super bloco-nostalgia de animais antropomórficos radicais:

 

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Uau. Se isso te fez se sentir velho (que você é!) assista a image Scott McElroy, auto-intitulado “Professional Strongman”, também auto-intitulado “Iron Claw” (Isso é nome de vilão de desenhos animados, até aqueles com animais antropomórficos).

Scott rasga uma lista telefônica, enrola frigideiras e enfia pregos em madeira, mas este vídeo dele no sofá qubrando uma maçã é muito melhor.

 

Agora temos três trotes muito legais. O primeiro é de um atendente de telemarketing que liga para um cara com um ótimo senso de humor e uma maravilhosa imitação de um delegado americano. O segundo mostra o caos gerado ao se tentar quebrar o tempo espaço contínuo ao fazer um restaurante chinês fazer um pedido a outro restaurante chinês. O terceiro é um vídeo honesto, frugal e que lembra todos que assistem BestSHOPTV e Shoptime o que eles querem ver.

 

Continuando com os trotes nós temos um programa imbecil de um imbecil dos anos 80 onde o pobre imbecil SÓ recebe trotes imbecis.

Para terminar temos um vídeo demente de um demente interpretando uma versão louca e muito mais divertida de Brian Crecente, o imbecil editor chefe do Kotaku.

 

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TCHAU!

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webTrash #5

Março 22, 2008 · No Comments

Agora que há tantos webTrashes quanto há mambos naquela música do Lou Bega, o mundo será diferente.

Hoje já é um dia diferente, porque eu tomei uma bebida da Starbucks pela primeira vez na minha vida. Eu já tinha tomado refrigerante e água vendidos pela Starbucks, mas nunca algo feito por eles. Como não tomo café eu bebi um chocolate quente. Estava bom e a sensação de segurar um copo da Starbucks é ótima, você se sente ocupado e trabalhando só por ouvir o barulhinho daquele copo de papel encostando na mesa. Foi bom para tirar aquele gosto de Cheetos da boca.

“Cheetos?!?” Você questiona. Sim, eu fui ao supermercado do Shopping Eldorado com um amigo para comprar uma Pepsi e acabei saindo de lá com Cheetos, Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio e Gladiformers. O Cheetos foi culpa dos dois últimos webTrashes, em que falei sobre o Chester. Os DVDs foram porque eu adoro aquela bacia cheia de filmes baratos e porque Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio é o melhor filme EVER!

Bom, chega de falar da minha vidaTrash e vamos falar de webTrash.

Pra começar com um número musical nós temos um bando de imbecis recriando a música e efeitos sonoros de uma partida de Street Fighter II.

“Lega, mas Mario Twins é melhor.” Dizem os metidos a coneseurs de webTrash. Eu concordo.

O próximo vídeo é muito foda! É uma representação de todos os conflitos geopolíticos envolvendo os EUA desde a 2a Guerra Mundial, mas feito em digital stop motion e vários tipos de comidas representando diferentes países.

É um desafortunado sem cultura que chegou aqui graças à inclusão digital e não sabe quais são os países representados? Aqui há uma lista das comidas do lado das respectivas bandeirinhas. Ai se você não sabe que bandeira é a de cada país é melhor você ir dormir e “Perguntá pa tia.” na aula.

Agora um vídeo pra relaxar. Isso porque ele parece ser um dos únicos exemplos de um vídeo que não adiciona nada a sua vida. Eu realmente fico abismado com a total falta de qualquer conteúdo nesta produção.

Agora que suas memórias do último minuto se resumem a vento, absorva a incrível existência deste que é considerado o “maior” astro negro, anão, casado com uma mulher que não gosta dele e que se contradiz pra caralho.

 

“…” Né?

 

image Conhece o ZeFrank? Eu não conhecia até ontem, não até ler um artigo sobre o fato dele ter criado uma conta no Twitter. Ai eu senti que ele era importante. Ele faz umas coisas meio freak-piradas na web. Incluindo o projeto Earth Sandwich. O site dele é cheio de coisas legais, incluindo uma série de videoblogs diários que ele fez de 17 de março de 2006 a 17 de março de 2007. São curtos, bem editados e bem divertidos.

Aqui está um deles (que até fala de Starbucks). Clique aqui para ver os outros vídeos.

 

image Outro webTrash é este site que arquiva os vídeos ridículos de Shinobi Legions (jogo do Shinobi para Sega Saturno). Provavelmente há como achar esses vídeos em streaming, mas eles são tão fodas que merecem um download.

 

E pra terminar vá ler The Top 100 Thing I´d Do If I Ever Became an Evil Overlord. É uma daquelas listas que é realmente engraçada porque veio antes da lista do Chuck Norris.

 

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TCHAU!

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webTrash #4

Março 21, 2008 · 1 Comment

Heya!

Não rolou webTrash mas eu tava ocupado and stuff.

O primeiro vídeo de hoje é o How To Build a Bomb Episode 3. Uma série de vídeos muito legais sobre a criação do site Giant Bomb.

Para não dizer que o webTrash é “só” cultura, tem sempre instrução. A vídeo aula de hoje é o primeiro episódio do Cooking With Coolio. Programa que põe o rapper da entrada de Kenan & Kel no papel de um Jamie Oliver do ghetto. Assista ai a esta produção do MyDamnChannel, caras que fazem o You Suck At Photoshop e outras coisas legais, trash legais.

O próximo trash não é um vídeo, mas é divertido. Um artigo que pega letras de música e organiza as palavras em ordem alfabética, tente adivinhar de que música é a letra non-sense que se apresenta em sua frente aqui.

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Como todo mundo curtiu o destaque dado ao Chester Cheetah no último webTrash vou terminar a edição de hoje com o melhor vídeo dele.

 

Opa, para a fita, eu ia acabar ali, mas enquanto finalizava o post eu vi um vídeo que merece o status de figurar na impressionante lista do melhor lixo da web. Aprenda a cagar com essa família de felinos japoneses. Esse cocô feliz do vídeo é bem melhor que o Mr. Hanky.

 

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TCHAU!

 

PS: Para quem não sacou ainda, metade da diversão do webTrash é clicar nos links que eu ponho no texto, a maioria leva a outros vídeos e todos são legais pra caralho!

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Galeria da Censura

Janeiro 19, 2008 · 2 Comments

Nosso governo vergonhoso sempre se aproveitou da falta de memória dos cidadãos para “se dar bem”. No caso da censura dos games eu não me esqueço nunca e neste post os apresento uma certa “memória viva” destes atos anti-liberdade que alguns seres humanos desprezíveis ainda consideram aceitáveis.

Carmageddon, Counter-Strike (comprado ontem, horas após a notícia do banimento) e Grand Theft Auto, todos banidos em território nacional (nota: não sei se os banimentos foram revogados, eles podem estar válidos até hoje, mas não serem enforçados, isto deve ser analisado, censura não se pode aceitar, ela estando no papel dá muito espaço para abuso de poder. Poder que o estado não deve ter.)

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Vejam que Carmageddon se diz “Desaconselhável para menores de 21 anos.”

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Counter-Strike é classificado como “Inadequado para menores de 18 anos.” pelo Ministério da Justiça!

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Grand Theft Auto se diz “Desaconselhável para menores de 18 anos.”

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Só para refrescar a memória.

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Censura

Janeiro 18, 2008 · No Comments

Abaixo está um texto que postei no Audiogame.com.br

Governo Brasileiro Apela Para A Censura e Proíbe a Comercialização de Counter-Strike e EverQuest

O seguinte texto foi postado no site do PROCON nesta manhã e informa que Counter-Strike e EverQuest não poderão mais ser vendidos nem jogados em lan-houses:

Em cumprimento de decisão judicial proferida pelo Juízo da 17a Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Minas Gerais, válida em todo o território nacional, nos autos da Ação Civil Pública n° 2002.38.00.046529-6, o PROCON/GO está apreendendo no Estado de Goiás os jogos virtuais de vídeo-games e computadores: “Counter-Strike” e “Everquest”, que foram considerados impróprios para o consumo, na medida em que são nocivos à saúde dos consumidores, em ofensa ao disposto nos artigos 6, I, 8, 10 e 39, IV, todos do Código de Proteção e Defesa do Consumidor.

 

O jogo “Counter Strike” (reféns, bomba, fuga, assassinato, armas, técnicas de guerra, táticas de guerrilha) reproduz a guerra entre bandidos e policiais e impressiona pelo realismo. O jogo foi criado nos Estados Unidos e adaptado para o Brasil. No vídeo-game, traficantes do Rio de Janeiro seqüestram e levam para um morro três representantes da Organização das Nações Unidas. A polícia invade o local e é recebida a tiros.

 

O participante pode escolher o lado do crime: virar bandido para defender a favela sob seu domínio. Quanto mais PM´s matar, mais pontos. A trilha sonora é um funk proibido. Nessa escala de violência, cada um escolhe suas armas: pistolas, fuzis e granadas. Na visão de especialistas, o jogo ensina técnicas de guerra, haja vista o jogador deve ter conhecimento sobre táticas de esconderijo, como se estivesse numa guerrilha.

O jogo “Everquest” leva o jogador ao total desvirtuamento e conflitos psicológicos “pesados”; pois as tarefas que este recebe, podem ser boas ou más. As más vão de mentiras, subornos e até assassinatos, que muitas vezes depois de executados, o jogador fica sabendo (ou não) que era apenas uma armadilha para ser testado para entrar em um clã (grupo).

Os jogos violentos ou que tragam a tônica da violência são capazes de formar indivíduos agressivos, sobressaindo evidente que é forte o seu poder de influência sobre o psiquismo, reforçando atitudes agressivas em certos indivíduos e grupos sociais.

Todo consumidor goiano que se deparar com a distribuição e comercialização dos jogos virtuais “Counter-Strike” e “Everquest” deve acionar o PROCON/GO, via telefone 151 ou por meio do e-mail: consulta@procon.go.gov.br, visando a apreensão destes produtos.

Perceba que a decisão é válida para “todo o território nacional”.

Esse imbecis mostram claramente que não sabem do que estão falando e não entendem os videogames.

Caros leitores, isto é censura! O Audiogame.com.br é completamente contra a censura de qualquer forma e pedimos, encorajamos e apoiamos a disseminação desta informação nos seus blogs, sites, podcasts, fóruns, etc. Critiquem esta ação inaceitável que viola os direitos dos cidadãos de escolherem o que querem comprar e que tipo de entretenimento querem para si e suas famílias. Os direitos de artistas, programadores e produtores de criar um conteúdo e comercializá-lo da maneira que decidirem. Os filhos-da-puta que tomaram esta decisão estão atrasando não só a indústria dos games no Brasil, mas o país como um todo com uma decisão destas.

A censura é inaceitável não importa suas motivações e as desta decisão vem de idéias mal formadas sem nenhuma base nos estudos científicos feitos sobre o assunto.

Fonte: http://www.procon.go.gov.br/procon/detalhe.php?textoId=001072

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Eu e a Indústria Brasileira de Games

Novembro 10, 2007 · 4 Comments

Vou falar dela, esta mesmo: a indústria brasileira de videogames.

Eu não trabalho como jornalista de games há muito tempo (comecei o Audiogame em agosto do ano passado e escrevi meu primeiro freela para uma revista há pouco menos de um ano), mas eu nasci e me criei no Brasil, jogando videogames. Acompanho a indústria de games desde que era muito pequeno e fico feliz de tê-la visto crescer comigo.

Minha primeira experiência com videogames foi quando nasci, nasci em Porto Alegre e passei os meus primeiros meses de vida morando com muita gente, entre eles o meu primo, que tinha um Dactar. Não jogava, mas o assistia jogar e a empolgação era tão grande para mim quanto para ele e assim foi, durante meu primeiro ano de vida cheguei a mexer no joystick e tentar fazer algo de bom acontecer, mas não sei se fiz algo além de matar o carinha do PitFall e bater o carro em Enduro.

Assim foi até que, quando eu tinha dois anos, quase três, no comecinho de 1993. Minha mãe foi aos Estados Unidos e me levou junto (ai se não tivesse) e lá compramos um presente para meu primo: um Sega Genesis. O console destronou o Dactar no quarto do meu primo, mesmo só vindo com Ms. PacMan (não me lembro se o jogo veio junto com o Genesis ou se minha mãe o escolheu). Jogávamos muito o jogo da mulher obesa com doença de pele e cheia de maquiagem de puta/perua e logo começamos a alugar jogos na maravilhosa Espaço Vídeo e comprar cartuchos no centro.

Nesta época muitas crianças, como eu, não sabiam diferenciar um cartucho pirata de um original e mesmo que soubesse não entenderia todas as diferenças que há entre comprar um jogo original e um pirata, para ela e para as empresas de games. Isto é um, talvez, importante para se entender porque há, cada vez mais compradores de jogos originais aqui no Brasil. Acho que o fato dos jogadores crescerem e amadurecerem tem muito a ver com a consciência que se tem hoje, muito distante daqueles dias do cartucho de “cinco pila” e até da, não distante, era do “Play dois“.

Como já morava em São Paulo eu não tinha como continuar jogando o videogame do meu primo o tempo inteiro e nem ir com ele ao fliperama (por mais que meu pai me levasse ao fliper nos fins de semana). Por esta escassez de games na minha vida meus pais me deram, naquele natal, um Super Nintendo da Playtronic (com Super Mario World e Super Mario Paint com o mouse). Também ganhei um teclado naquele natal de 1993, mas bem, a música ficou no segundo lugar no ranking das minhas paixões. (Inclusive há um link no lado direito desta página que leva a uma página onde ponho músicas que faço, dê uma ouvida.)

Agora eu estava 100% armado e perigoso: videogame em casa, videogame na casa do primo (onde passava as férias) e viagens freqüentes ao fliperama do Shopping West Plaza.

Em 1994 eu já tinha jogado Mortal Kombat e sua continuação exaustivamente. Jogava no fliperama, no Genesis do meu primo e no meu SNES. Já havia me apaixonado. Também gostava muito de Street Fighter II, mas algo naquela violência toda me cativava, ainda mais porque eu havia aprendido a apreciá-la em muitos filmes e seriados de ação. É nesta hora que alguém normalmente faz piadas ou se impressiona por uma criança de dois anos ter jogado Mortal Kombat, mas eu fico feliz por ter tido esta oportunidade e não matei ninguém nem nunca agi violentamente por causa de nada que vi ou joguei. A minha opnião é a seguinte: os pais devem decidir o que os filhos jogam e assistem, mas para isso é necessário saber do que se trata, não adianta simplesmente ler um adesivo que diz “Violência. Sangue. Linguagem inapropriada. [14 Anos]” é preciso ver o que há realmente no jogo ou no filme. Depois disso você deve decidir se você consegue criar um indivíduo decente sem privá-lo de fatalities.

Em 1995 o filme do Mortal Kombat saiu. Eu adorei, meu primo e meus amigos também (menos os que foram privados de assistí-lo). Meu primo até tinha a fita, assistíamos o filme várias vezes na mesma semana. Lembrando-me do filme (e assistindo o DVD que tenho) eu não consigo entender como aturávamos algumas coisas ali, mas, por outro lado, eu até compreendo a animação por se ter um filme baseado em um jogo feito seriamente (seriamente para a mente de um garoto). O que salvou 1995 no quesito MK foi Mortal Kombat 3, que era muito legal e logo depois, em 96, veio UMK3 (o melhor Mortal Kombat na minha opinião).

1996 foi o ano em que a febre Playstation começou no Brasil. Era pequena e foi crescendo até estourar em 97, mas no final de 1996 eu consegui um PS1. Estava muito feliz, mas ainda dominavam os jogos piratas e poucos foram os jogos originais que eu (ou qualquer um que eu conhecesse) tinha. Foi um grande boom na indústria em todo o mundo e como aqui a pirataria era o normal ela também cresceu muito, especialmente pelos jogos serem em CD, que são muito mais baratos de se produzir do que cartuchos.

O ano seguinte foi o ano do Nintendo 64. Meu pai decidiu comprar um console para eu jogar na casa dele e comprou um 64 de um amigo que tinha ido aos Estados Unidos. O console veio sem jogo, então sai no mesmo dia (um domingo) atrás de jogos. Podia comprar um só então, na minha pobre ignorância misturada com paixão, comprei Mortal Kombat Trilogy. Você deve estar rindo da minha cara, mas eu estava muito satisfeito com este jogo e durante muitos anos fui comprando e alugando inúmeros jogos que me fizeram realmente respeitar o N64 como uma máquina de jogos.

Em 1998 não fiz muita coisa relacionada a games a não ser jogá-los.

Em julho de 1999 eu estava passando as férias em Porto Alegre (como de costume) e me deparei com uma pilha de Sega Saturns na entrada de uma loja de departamentos e me lembro que eles estavam a preço de banana porque o console já estava morto, o Dreamcast havia saído e nem o Japão ligava mais para o “Arcade em casa” da Sega. Me divirto muito com este Saturn até hoje.

No final de 99 eu finalmente pude parar de clamar por um Dreamcast porque ganhei um naquele natal. Novamente você vai rir de mim porque o jogo que comprei com ele foi Mortal Kombat Gold, para mim era ou isso ou Virtua Fighter 3tb e como nenhum dos dois é perfeito e nunca foram pirateados com perfeição eu nunca me arrependi desta decisão. Infelizmente o leitor deste Dreamcast morreu em 2005 e seus restos mortais foram trocados por outros itens para minha coleção de games, ainda preciso comprar um Dream novo.

No final de 2001 eu consegui um Playstation 2 através de chantagens emocionais aplicadas a um pai que esqueceu de ir a peça de teatro de seu filhinho (e ainda ganhei um par de tênis). De novo você vai rir do jogo que comprei junto ao console: 007: Agent Under Fire. Pois é, não quis Tekken Tag Tournament porque sabia que me enjoaria rápido e a UZ Games não tinha mais GTA 3. Joguei muito AUF e gostava muito dos gráficos do jogo. Usei muitos jogos piratas no meu PS2, tanto quanto no meu Dreamcast (ou até mais), mas já havia uma voz na minha cabeça dizendo “Ei, jogo original é muito louco né?” e eu tive Grand Theft Auto: Vice City original além de 007: AUF.

Em 2004 troquei meu PS2 por um Xbox, não me arrependi, mas senti falta de alguns exclusivos como Virtua Fighter 4, Shinobi, God of War e outros. Ainda era um ávido pirateiro, mas passei a baixar jogos em casa ao invés de sustentar o mercado da pirataria.

Mas, nesta época, comecei a trabalhar em uma loja de jogos piratas como vendedor. Já havia feito muitos bicos em uma loja de CDs piratas de PC e acabei indo parar nesta loja. Eu ainda era a favor da pirataria, mas foi uma ótima experiência para desmistificar o comerciante de produtos piratas e perceber que ele não é o criminoso inescrupoloso como o fazem parecer nem é tão bom e inocente como tenta parecer.

Em maio de 2005 ganhei um Nintendo DS e, mais uma vez, escolhi o pior jogo para se começar: Ridge Racer DS. Ria novamente caro leitor, pelo menos estou entretendo-o. Depois adquiri mais jogos para o sistema e me desfiz de RRDS. Fiquei tentado, por um tempo, a comprar um flash card para poder baixar homebrews e emuladores, mas decidi não fazê-lo porque iria, inevitavelmente, usar jogos piratas. Foi o meu primeiro passo à despiratatização. Já nesta época os pensamentos de anti-pirataria começavam a aparecer nos fóruns de games, mas eram extremamente combatidos pela maioria, que apelava para todo tipo de falácias lógicas e argumentos vagabundos para justificar, para os outros e para si mesma, o uso de jogos falsificados.

Em 2006 vendi meu Xbox e meu Nintendo DS para embarcar numa nova jornada que era um sonho de infância: comprar uma máquina de arcade. Meu amigo Orlando Ortiz, um ávido colecionador, me deu várias dicas sobre onde comprar gabinetes, o que perguntar, etc. Comprei uma placa de Street Fighter II: World Warrior (sim, a primeira versão, onde não se pode jogar com os quatro “chefões”) e logo depois um gabinete usado. Depois adquiri uma placa Sega ST-V Titan japonesa com três jogos: Virtua Fighter Remix, Dynamite Deka (Die Hard Arcade no ocidente) e Golden Axe: The Duel. Alternando entre os cartuchos e placas era possível entreter-me e aos amigos por muitas horas e todos (ainda mais eu) sentiam um calorzinho no coração pela cena de uma máquina de fliperama na casa de um gamer, bem como nos filmes e sonhos de nossa infância.

Em agosto do mesmo ano criei o Audiogame com Pedro Batalha e ai comecei a levar jogos e a indústria muito mais a sério. Ainda não me sentia parte da imprensa dos games, mas já sentia que poderíamos chegar muito longe.

No mês seguinte comprei um Xbox 360 para fazer a cobertura da nova geração para o Audiogame. Com a compra do novo console eu marquei o meu abandono da pirataria. Vê-se hoje que para muitos gamers no Brasil foi este sistema e sua rede online que os tiraram da pirataria.

Em novembro nos enfiamos na redação da Futuro para ver o Wii, que não havia sido lançado ainda. Clima de festa, muita gente, muitas risadas e muita conversa. De uma das conversas surgiu o convite de Rodrigo Guerra (então editor da falecida Super Dicas Playstation), queria que nós fizéssemos uma colaboração para a revista, logo chegou uma pauta no email de cada um e a partir daí comecei a freelar para as revistas da casa.

Passei janeiro de 2007 nos Estados Unidos, fui para um curso de inglês que se mostrou falido e inútil, mas lá estava eu, livre, leve e solto na terra do Tio Sam. Visitei inúmeras lojas que vendem games da qual sempre falamos no Audiogame e pude viver, por um breve mês, a vida de um gamer americano. Aquilo tudo me deixou frustrado com o mercado nacional, mas me fez dar valor à melhor e mais bem desenvolvida parte dele: a imprensa de games.

Em fevereiro fui escalado para fazer o review de Virtua Fighter 5 para o Herói.com.br, fiquei muito feliz, pois sou um fã da série. Fiquei mais feliz ainda quando o grande Fabio Santana, que era um dos editores que ia fazer o review do jogo para a EGM Brasil, me passou esta incumbência. Passei a semana do carnaval inteira jogando, zerei com todos os personagens, evolui meu lutador até um dos mais altos níveis, desbloqueei a Dural e os dois cenários extras. No domingo à noite terminei o review, mas ai, quando o Orlando o viu disse que era para ter ficado com 2000 toques e não 1000. Eu não sabia que era um review de duas páginas (erro de iniciante) e tinha que entregá-lo na segunda de manhã, corri e terminei o texto à uma da manhã. O que me deu mais raiva foi que meu texto original tinha 3500 toques, mas eu já havia os cortado para fazer o review de 1000, hehehehe.

Agora estamos aqui, no final de 2007, com a Microsoft e o Xbox 360 no Brasil, muitos gamers só usam originais, temos mais empresas vindo para o Brasil e eu estou envolvido num projeto muito legal e muito interessante que será revelado em janeiro.

Agora as notinhas sobre o meu cotidiano enquanto escrevia este texto (não recomendado a aqueles que não se interessam):

Pois é, passei esta semana sem postar aqui, mas agora que estou em um avião (novamente) tenho o tempo necessário para me dedicar a uma criação literária que merece seu espaço aqui no webGUS.

Estou indo a Brasília para um casamento. Não queria estar indo, mas fui exaustivamente convencido a ir por multiplas partes.

Antes que você se pergunte: não, não houve nenhum problemas no aeroporto. Cheguei no horário, havia pouca fila (porque estou voando com a minha querida Varig), despachei a minha malinha, mandei ver num sushi e embarquei. O avião está com menos da metade de sua capacidade e o espaço para minhas pernas (e o laptop em que escrevo este texto) é incrível, estou muito satisfeito. Mais vazio que isso só num avião da BRA, heheheheh.

Putz, enquanto escrevia estava com muita sede e lá veio o carrinho com as bebidas, mas sei lá o que houve e eu pedi uma Coca-Cola e recebi uma sopa de legumes num copo… Tô tomando sopa agora.

Agora me bateu uma dúvida: não sei se vou postar isso hoje (sexta-feira, dia nove de novembro) porque não sei se terei um acesso à internet, mas isso não importa muito a você, porque agora eu já postei este texto, por isso você o está lendo.

Agora é sábado ao meio dia e meia e eu acabei de terminar o texto. Acho que vou conseguir postar hoje.

GUS

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